Em 2030 foi aprovada na Transilvânia, o lugar onde nasceu o Conde Drácula, a lei da Tolerância Zero pros estudantes que tinham notas baixas. Todas pessoas que tivessem mais de 20 anos e não tivessem concluído o ensino médio deveriam ser aprisionados num internato, a pior escola do mundo.
Era 10 da manhã e a Jacinta, que tem 20 anos, tava dormindo no quarto dela. Quando um homem musculoso de 2 metros e 10 segurou ela nos braços.
_isso é um assalto ?
_Não, eu vou levar você pra pior escola do mundo.
O Jacinto chegou ali e gritou :
_O que você tá fazendo com a minha irmã ?
_Cale a boca e siga-nos.
_Eu vou fugir.
_Se você fugir, eu mato a sua irmã.
_Então eu vou. Qual é o seu nome, seu bandido ?
_Eu sou o Desafinado.
O Desafinado foi guiando o carro até chegarem na escola. E a escola era apenas um salão onde 70 alunos estavam amontoados, sentados no chão. O Jacinto e a Jacinta tiveram que vestir o uniforme, uma camisa e uma calça listrados de roxo e amarelo fluorescente. E a Jacinta disse :
_Eu não sei o que vai acontecer nessa bosta dessa escola, mas usar um uniforme tão pavoroso é o maior vexame da minha vida.
O professor Salame disse :
_Até meio dia é aula de música.
O Desafinado ficou cantando no microfone, no volume máximo, as músicas que o Conde Drácula tinha feito. As músicas do Drácula eram horríveis, péssimas, e o Desafinado era o pior cantor do mundo. Os estudantes começaram a ter convulsões nos ouvidos porque não suportavam aquela coisa bizarra que nem podia ser chamada de música.
O professor Salame perguntou pro Jacinto :
_Essa última música tinha até fedor. Era fedor de merda ou fedor de bosta ?
_Acho que era fedor de bosta.
_Errou. Nota zero.
O Desafinado pegou uma lança de ferro, colocou em uma fogueira, e, com a lança fervendo em brasa, ele queimou as costas do Jacinto, desenhando uma queimadura em formato de zero nas costas dele.
O professor Salame disse :
_Nessa escola o zero não é apenas uma nota, ele fica pra sempre marcado nas costas de vocês, através de uma queimadura profunda
Meio dia a Jacinta disse :
_Tô com fome. Quero comida.
No canto da sala havia um enorme fogão. O Desafinado trouxe uma hiena que um vampiro tinha caçado. Os estudantes ficaram cozinhando a carne da hiena. Mas quando ficou pronto, o professor devorou toda aquela carne. E a Jacinta perguntou :
_E nós, estudantes, vamos comer o que ?
_Vão comer os ratos que o desafinado caçou ontem.
Alguns alunos comiam rato assado e chamavam o Hugo :
_uuuu guuuuu, vou vomi, uuuu guuu.
Então um monstro pavoroso entrou ali e disse :
_Meu nome é Hugo. Vocês me chamaram por que ? Querem transar comigo ?
Todos disseram que não, mas o professor Salame disse :
_Talvez depois, Hugo, se eu não conseguir outra pessoa pra transar.
A porta da sala estava sempre trancada, os estudantes nunca tinham permissão pra sairem daquela sala.
Anoiteceu e os estudantes tentaram dormir no chão da sala. E o professor Salame e o Desafinado foram dormir no banheiro da escola.
Meia noite um vampiro abriu a porta da sala e começou a sugar o sangue da Jacinta, mordendo o pescoço dela. E a Jacinta percebeu que o vampiro tava de pau duro.
_Eu nunca transei com um vampiro. Eu quero dar minha tiburcina pra você.
A Jacinta começou a transar com o vampiro, quando o Jacinto pegou o facão do aluno Serial do Killer, e decapitou o vampiro. Então a Jacinta disse pro seu irmão Jacinto :
_Sentir ciúme de mim, você sente, seu merda. Mas eu queria tanto dar pra você, e você não me come, seu filho da puta.
_Mas todas as noites eu sonho que estou transando com você, minha incestuosa irmã.
O Desafinado saiu do banheiro e disse :
_É tão romântico sonhar com alguém .
O Desafinado cantou pro Jacinto aquela música :
_"Vá dormir e sonhe com nós dois no paraíso. De mãos dadas caminhando no infinito."
Oito da manhã eles acordaram e a Jacinta perguntou pro Jacinto :
_Sonhou com o Desafinado ?
_Sonhei. Ele é a pessoa mais feia do mundo. E no meu sonho ele tava pelado.
_E você gozou na cueca ?
_Não. A minha sorte é que eu tenho prisão de ventre. Senão, quando eu vi esse monstro pavoroso pelado, talvez eu tivesse cagado na calça de tanto medo que senti.
Nenhum comentário:
Postar um comentário