segunda-feira, 15 de março de 2021

escola de robos e a incognita

sinopse: uma anti-estória refletindo o vazio e mini certezas.

 sobre a sinopse

Uma estória, geralmente, para a maioria das pessoas, são narrativas que a indústria cultural conta. Filmes, séries e assemelhados.

Nessas estórias da indústria cultural é divulgado um padrão de comportamento e algumas ilusões. E isso é ruim? Nem sempre, mas geralmente há uma intenção manipulatória com uma intenção que não leva em conta uma harmonia mais evoluída entre as pessoas.

E eu, pretendendo escrever uma anti-estória, também pretendo  colocar-me contra as estórias que a indústria cultural oferece? Não, eu não tenho nem conhecimento e nem reconhecimento para propor-me a esse objetivo.

Outra diferença é que as estórias produzidas pela indústria cultural geralmente tem um início, um  meio e um fim que descrevem transformações na vida de um grupo de pessoas. Mas essa anti-estória não tem como objetivo  seguir esses padrões.

Sobre a palavra vazio eu nada preciso falar pois todos, de alguma forma, o sentem.

Quais as mini-certezas? É melhor viver em uma civilização do que viver em uma selva. Numa selva o poder dos mais fortes não é limitado por regras. Numa selva a harmonia entre os seres é extremamente pouca.

A necessidade de haver haver harmonia entre as pessoas e entre as pessoas e o meio ambiente é uma mini certeza.

Outra mini certeza é a importância da lógica e do senso crítico. Se um maluco disser: "se você jogar-se para morrer afogado naquele rio sagrado, você terá a vida eterna." Existe lógica nisso? Não. Quem possui senso crítico faria isso? No mundo contemporâneo, não.

Sobre o título da estória

Um robô é uma máquina pré-programada para executar uma atividade. Não somos máquinas, mas estamos pré-programados? Geralmente somos condicionados, pelas instituições, a agirmos de uma determinada forma.

E isso é ruim? Nem sempre. Se uma instituição condiciona alguém a viver em harmonia com outras pessoas, esse condicionamento tem um aspecto benéfico.

Talvez nessa estória eu nem aprofunde uma análise sobre condicionamentos. Mas o título é esse porque vida é sofrimento, prazer, vontades e é vida em sociedade, porque somos seres sociais. E um ser social sempre estará exposto a condicionamentos. Não somos robôs, mas o aparente exagero de usar a palavra robô parece-me válido.

E o que é a incógnita? A ciência não sabe exatamente o que é esse universo, então a verdade sobre o universo é uma incógnita..  O futuro de cada um também é uma incógnita. A ciência, porque é racional, reconhece que não compreende totalmente essa incógnita. Enquanto as religiões dizem que sabem quase tudo.

Mas eu não acho que religião seja algo totalmente ruim. As religiões tem alguns aspectos benéficos para a personalidade e o sentimento de algumas pessoas, e também socialmente. Enquanto que a ciência é uma forma eficaz de melhorar a vida das pessoas e evitar o sofrimento, através de tecnologias usada na medicina, nas indústrias farmacêuticas, e em vários tipos de indústrias, inclusive a do entretenimento.

Mas a ciência também pode ser usada para destruir pessoas, e da mesma forma, em algumas situações, a religião também pode ser usada de forma destrutiva. Se tivesse que escolher religião ou ciência eu escolhia ciência. Mas em todas profissões existem algumas pessoas mal intencionadas, e também existem alguns cientistas mal intencionados.

A capa da foto é algumas sucatas simbolizando os robôs  e o ponto de interrogação simbolizando a incógnita. Eu vejo o ser humano de uma forma tão pessimista? Há alguns anos atrás eu tive alguma esperança em uma evolução social a curto prazo. Hoje eu acho que o mais provável é um futuro relativamente distópico.

dialética

Na filosofia o conceito de dialética é conhecido desde a Antiguidade grega, mas no século 19 é que Hegel desenvolveu uma teoria diferenciada sobre dialética.

Uma coisa ou ser só se existe se existir  o contrário dessa coisa ou desse ser. Luz e trevas, cargas elétricas positivas e cargas elétricas negativas, morte e vida. A evolução acontece porque coisas ou seres diferentes colidem criando algo novo. Muitos elementos químicos surgiram através de choques entre estrelas. 

Uma estrela não é o contrário de outra estrela. Mas nelas (e em toda a matéria) , existem os átomos que tem partículas positivas e  partículas negativas, sendo que o positivo é contrário ao negativo. E essas cargas eletro-magnéticas em que existe essa diferenciação entre contrários ( o positivo e o negativo), essas cargas eletro-magnéticas é que causaram choques entre estrelas, que criaram novos elementos químicos. Nos primeiros tempos do universo havia apenas 2 elementos químicos: hélio e hidrogênio.

Outro exemplo dialético de choque entre coisas ou seres diferentes, que cria algo novo e evoluído, é as democracias européias do século 19, que surgiram através do choque (enfrentamento) entre duas classes sociais: os nobres e os burgueses.

As teorias dialéticas criadas por filósofos do século 19 e a teoria do universo oscilante, criada pelo cosmólogo Steinhardt, fornecem uma compreensão bastante expressiva sobre o que é o universo , e a dialética poderia, juntamente com as teorias de Darwin, poderia explicar a evolução dos seres vivos, além de explicar os fatos que ocorreram na História da humanidade.

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